Os Desafios das Mães no Mercado de Trabalho

A mulheres sempre encontraram grandes desafios e disparidades de salário no mercado de trabalho.

Na nossa sociedade homens que exercem a mesma função, com a mesma produtividade que uma mulher tem na maioria dos casos uma remuneração superior simplesmente por ser do gênero masculino.

A mulher depois que engravida perde ainda mais espaço no mercado de trabalho. Muitas das vezes isso pode ocorrer até mesmo antes da mulher engravidar.

É muito comum quando uma mulher vai a uma entrevista de emprego ouvir perguntas do entrevistador como: “você pensa em engravidar?”. Dependendo da idade da mulher essa pergunta se torna bem recorrente.

Existe uma preocupação das empresas em não contratar ou não ter mulheres dentro da empresa que podem engravidar ou que já tenham filhos.

Adiando a maternidade

É comum que algumas mulheres deixem a maternidade de lado por algum tempo ou posterguem esse período com medo de isso a faça perder seu espaço no mercado de trabalho.

Muitas mulheres sofrem preconceitos antes de engravidar

A mulher já sofre preconceito antes de engravidar. Muitas sofrem com salários diferenciados entre mulheres e homens. Além disso, quando uma mulher engravida o salário dela, em muitos casos, é menor do que uma mulher que não tem filhos.

Em contrapartida, existem empresas que tem o comportamento de pensar na primeira infância.

O retorno ao mercado de trabalho após as mulheres se tornarem mães

Um dos grandes desafios das mulheres atualmente é a volta ao trabalho depois de se tornarem mães.

Muitas mulheres tem dificuldades de deixar o filho aos cuidados de uma terceira pessoa, seja uma creche, seja com os avós ou com outro parente.

Isso gera uma ansiedade muito grande nas mães devido a dor de separação e a falta de ritmo, pois desde o parto a mulher entra em um período muito diferente e um universo completamente novo de tudo que ela já vivenciou.

Com isso, a retomada ao ritmo de trabalho nunca mais vai ser o mesmo de quando ela não era mãe.

Uma das coisas mais complicadas que acontecem nesse cenário é que após o fim da licença-maternidade e o retorno da mulher ao emprego, muitos empregadores colocam a mulher em uma espécie de “geladeira” onde ela é colocada em alguma função menos importante e onde ela é menos requisitada.

O próximo passo normalmente é que se a mulher aceitar essa condição ela permanece no emprego, senão muita das vezes a mulher é demitida.

Isso não é só culpa do empregador, as vezes as próprias mães não se sentem seguras de deixar o seu bebê aos cuidados de uma outra pessoa.

As mães necessitam de uma rede de apoio

Em muitos casos, as mães também não encontram uma creche adequada ou não tem uma rede de apoio. Todos esses fatores somados ao fato dela não estar se sentindo útil e tão requisitada profissionalmente faz com que na ponta do lápis não valha a pena continuar trabalhando, com isso muitas mulheres optem por permanecer em casa.

Jornada Tripla: Filhos, Casa e Trabalho

Em tempos de pandemia com escolas fechadas e com o home office muitas mães tiveram a rotina alterada drasticamente. Com isso, muitas mulheres tiveram que demonstrar ainda mais a sua força pois tiveram que enfrentar jornada tripla: filhos, casa e trabalho.

Essas funções têm uma sobrecarga física e mental muito grande que levam muitas mulheres a ficarem deprimidas.

Com a pandemia, muitas mães perderam o emprego ou deixaram de trabalhar para cuidarem de seus filhos.
Devido a isso muitas atravessaram momentos difíceis tendo que se virar para dar conta de todas as responsabilidades.

Muitas mães tiveram que se reinventar e criar formas para conseguir uma renda extra, já que muitas famílias tiveram sua condição financeira drasticamente abalada nesse período.

Compartilhar no facebook
Compartilhar no pinterest